quinta-feira, 14 de abril de 2011

Novo Jetta: garantia de apenas um ano?


A Volkswagen pisou na bola ao oferecer apenas um ano de garantia para o Jetta. Tudo bem que para motor e câmbio, o prazo aumenta para três anos (também, pudera, já que o motor 2.0 do Bora é bastante confiável), mas pela qualidade de fabricação e pelo conjunto robusto do carro, acho o prazo conservador. Até porque, a maioria dos concorrentes oferecem um tempo maior e, afinal, o velho slogan da marca sempre foi “você conhece, você confia”, não? Então, fica difícil de entender como é que deixaram passar um detalhe tão importante.

Dirigindo o Jetta nas ruas cada vez mais esburacadas da capital paulista, é fácil notar a boa rigidez torcional da carroceria e a suspensão de projeto simples, mas eficiente e bem adaptada às más condições da grande maioria das vias públicas que temos no nosso Brasil. Podem dizer o que quiserem do motor 2.0 do Bora, mas não há como negar que, quando o assunto é torque em baixa rotação (o que é fundamental para ultrapassagens e enfrentar o trânsito do dia a dia), além de confiabilidade mecânica e baixo custo de manutenção,o velho e bom quatro cilindros derivado do AP 2000 faz bonito.

Os concorrentes vêm com recursos como duplo comando de válvulas, em alguns casos com variador de fase, mas será que, principalmente no caso dos modelos de marcas francesas, toda a parafernália mecânica e eletrônica resiste às condições que temos no país, inclusive ao combustível sujeito a adulterações absurdas? No próprio comparativo entre Jetta, 408 e Fluence da edição de abril de Autoesporte que está nas bancas, o Peugeot já mostrou “alguns baques um pouco além do aceitável em asfalto irregular” e, no Fluence, a regulagem dos faróis devia estar com “algum problema porque o facho estava muito baixo”. Isso porque eram carros novos, hein… Alô, Volkswagen, dava para dar três anos de garantia total para o Jetta, não?

Fonte: Revista Auto Esporte BLOG

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Dicas para o test-drive em um carro novo

Confira os principais pontos que precisam ser avaliados

Comprar um carro novo é um evento especial e um investimento razoavelmente elevado. Por isso, ainda que você tenha se decidido por um determinado modelo por uma série de outras razões (como design, preço ou confiança na marca), é imprescindível fazer um test-drive antes de assinar o cheque.

Dessa forma, você não vai correr o risco de ter que conviver com um modelo que apresenta alguma característica que você não tolera. Veja, abaixo, as dicas.

Primeiro, encare o test-drive com seriedade. Isso significa não só prestar a máxima atenção nos detalhes do carro, mas deixar isso evidente – o que ajuda a convencer o vendedor que você está mesmo interessado em comprar o veículo e, em contrapartida, fornecer todas as informações que você precisa de forma clara e objetiva.

Ao pesquisar opções para o futuro morador da garagem, vale a pena pensar quais são as características mais compatíveis com as condições a que o carro vai ser submetido. Por exemplo, se você pega trânsito intenso, ladeiras ou ruas esburacadas, estradas asfaltadas ou de terra, entre outros.

Esse tipo de demanda deve estar em sua cabeça na hora do test-drive. A avaliação, aliás, começa antes de ligar o motor. Sente-se no banco do motorista e analise o acesso aos comandos básicos do carro, itens do console, painel e a praticidade dos porta-objetos espalhados na parte interna. Ajuste o banco com atenção e veja se você encontra uma posição confortável de dirigir.

E, antes de sair com o carro, combine o tempo do test-drive com o vendedor. Uma simples voltinha no quarteirão não servirá para você avaliar o carro. Vale, antes de ir até a concessionária, planejar um trajeto que contemple as situações de seu dia-a-dia que você listou anteriormente.

Não ligue o rádio durante o trajeto e evite conversas que tirem o seu foco da avaliação do veículo. Um carro novo dificilmente terá barulhos que inevitavelmente aparecem em um usado, mas é essencial você fazer, por exemplo, uma comparação do nível de ruído com o carro que você possui atualmente.

Tente avaliar os mais diversos aspectos do carro, sempre tendo em mente as situações de uso mais constante. Por exemplo: como a suspensão se comporta em curvas ou em uma rua esburacada; se, em trânsito intenso, o motor tem uma boa elasticidade. Lembre-se que, assim como o design dos modelos varia muito o seu comportamento também acaba sendo bem diferente em determinadas situações.
Fonte: Quatro Rodas